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Protagonismo e resistência dos Waimiri-Atroari na Amazônia

FUNAI, o Governo do Estado do Paraná, o Governo

Federal e a Eletrosul, de desalojarem os índios das

etnias

Kaingang

e

Mbya-Guarani

do Posto Indígena

de Mangueirinha, em detrimento dos interesses des-

ses órgãos em suas terras. O mais agravante, foi à

perda de 8.975 hectares das terras indígenas, que

foram desmembradas do seu território tradicional e

não foram demarcadas posteriormente.

O terceiro caso foi exposto pelo antropólogo

Vincent Carelli, a respeito dos índios

Nambiquara

,

do Vale do Guaporé, habitantes do noroeste de

Rondônia e que estavam sofrendo as consequências

do processo de integração proposto pelo Governo

com o apoio da FUNAI e do Estado do Mato Grosso.

Somam-se a isso, as acusações à FUNAI pela emis-

são de certidões negativas falsas, que atestavam de

forma inapropriada a inexistência de silvícolas no

território pretendido pelo o Estado de Mato Grosso.

Egydio Schwade denunciou o caso dos índios

Waimiri-Atroari, a invasão e o controle de suas ter-

ras por parte dos não indígenas, além da extrema

opressão e exploração que eles vinham sofrendo,

principalmente com o avanço das Frentes de Atração

da FUNAI em seu território. A esse respeito, os in-

tegrantes do

Tribunal Russell

fizeram os seguintes

apontamentos: “

Queremos señalar especialmente

los contínuos assaltos militares contra los Waimiri

y Atroari em el Norte del Brasil, que produjeron en-

tre 1968 y 1975, uma redución de la población alar-

mante

(de 3000 a 600-1000)” (TRIBUNAL RUSSELL,

1980, p. 43).

E segundo o Comitê Estadual do Amazonas,

os integrantes do Tribunal continuaram com a sua

explanação:

“queda absolutamente claro que existen gra-

ves violaciones de los Derechos Humanos” [e]

“Etnocidios” [por:]