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Protagonismo e resistência dos Waimiri-Atroari na Amazônia
pauta da Assembleia, estavam, principalmente, às
preocupações com os rumos da Etnopolítica ora de-
senvolvida pela FUNAI e pelo Exército junto ao povo
Waimiri-Atroari.
Uma das primeiras medidas tomadas pelo
Movimento foi à elaboração, impressão e distribuição
de folhetos informativos denunciando o que estava
ocorrendo nas terras indígenas. A coletânea de folhe-
tos deu origem, posteriormente, a Revista Marewa, li-
gada diretamente aoMovimento de Apoio à Resistência
Waimiri-Atroari. As reuniões do Marewa passaram a
ocorrer na Prelazia da cidade de Itacoatiara, distante
176 km de Manaus.
O documento ainda informa que, em uma das
reuniões da equipe de coordenação de campanha,
foi decidido que a estratégia de trabalho idealizada
anteriormente, partindo da distribuição de cartas,
folhetos, abaixo-assinados e panfletos, daria espa-
ço para uma estratégia diferente produzindo efeitos
mais prolongados.
A partir daí, o movimento passou a se chamar
“Movimento de Apoio à Resistência Waimiri-Atroari –
MAREWA”. O foco passou a assegurar a sobrevivên-
cia dos índios e apoiá-los naquelas iniciativas que
favorecessem a sua autodeterminação.
Procurou-se forjar uma nova consciência na
sociedade em relação às populações indígenas e, so-
bretudo, no caso dos índios Waimiri-Atroari. Soma-
se a isso, uma cobrança da tomada de posição da
sociedade civil contra as ameaças e violências prati-
cadas contra esse povo. Outrossim, buscava-se neu-
tralizar as ações anti-indigenistas praticadas pelo
Estado, FUNAI e empresas privadas que estavam
explorando as terras indígenas, no caso em questão,
a Paranapanema e a Eletronorte
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(RELATÓRIO DE
59 A esse respeito, veremos a ação dessas respectivas empresas nos




