Eduardo Gomes da Silva Filho
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oficial em 1983, no início de 83, né, o Marewa. E
começou a sentir uma repercussão nacional e in-
ternacional (SCHWADE, 2013).
Foi com este depoimento que Egydio Schwade
iniciou um diálogo conosco acerca da fundação do
Movimento de Apoio à Resistência Waimiri-Atroari –
MAREWA. Estemovimento nasceu emuma Assembleia
Regional realizada pelo Conselho Indigenista Mis-
sionário – CIMI/Norte I, em janeiro de 1983 no muni-
cípio de Borba, distante 208 km de Manaus, capital do
Estado do Amazonas. (MAREWA, 1983).
A articulação do movimento foi delibera-
da pelo Bispo da cidade de Itacoatiara, D. Jorge
Marskell, sendo assim, foi escolhida entre membros
da defesa da causa indigenista, uma equipe com o
objetivo de fazer as articulações do movimento, con-
soante à defesa dos povos indígenas do Amazonas e,
em particular, dos Waimiri-Atroari.
A equipe inicial foi composta por Ezequias
Heringer Filho, também conhecido pela alcunha de
Xará, indigenista formado pela Fundação Nacional
do Índio em 1972, Ana Lange, esposa de Xará,
Emanuelle Amódio, e pelo casal de missionários,
Doroti Müller e Egydio Schwade. Devido ao aban-
dono por parte de vários membros, coube ao casal
Egydio e Doroti Schwade darem continuidade ao
Marewa:
Amódio participou apenas de uma reunião, Ana e
Xará do esboço de um livro contando a história e
ameaças aos índios, e depois deixaram o regional
do CIMI, fatos que vieram sobrecarregar os traba-
lhos de Egydio e Doroti, únicos a continuarem da
coordenação indicada (RELATÓRIO DE REUNIÃO
– MAREWA, 1987).
Entre as principais articulações previs-
tas pelo Marewa, que foram discutidas a partir da




