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Eduardo Gomes da Silva Filho

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tomou algumas medidas, “o 6º BEC tem dado todo

apoio à expedição, na parte de comunicação e no en-

vio de equipamentos. Ainda no dia 26, uma viatura

do Exército levou um rádio a Apoena, na curva do

rio Alalaú [...]”. (Ibid.). A presença do 6° BEC revestia

a expedição de Apoena de um caráter militar dando

continuidade a articulação do Exército com a FUNAI.

No entanto, apesar da retaguarda propiciada

pelos militares ou, talvez, justamente pela militariza-

ção da situação de contato, o sucesso da expedição

de Apoena não estava assegurado. Neste sentido, o

Jornal A Crítica, na edição do dia 30 de março de

1975, publicou o seguinte alerta “Apoena está na

Cachoeira Criminosa – situação de perigo”, referin-

do-se aos percalços e os riscos enfrentados pelo ser-

tanista e sua equipe, perigo que era, por assim dizer,

potencializado à medida que Apoena se aproximava

do lugar onde foi massacrada a Expedição do Padre

Calleri. O sertanista apostava na experiência adqui-

rida junto aos índios Xavantes para tentar uma rea-

proximação com os Waimiri:

Ao desembarcar na Cachoeira Criminosa, Apoena

Meirelles montou três tapiris, numa área de 10

quilômetros quadrados para deixar brindes, tais

como panelas, facões, terçados, machados e outros

utensílios agrícolas, para os índios recolherem de

acordo com o seu plano de atração. É a fase do

“namoro”, onde o sertanista experimenta e põe em

prática toda a sua experiência e vivência na mata, e

o índio, ao recolher os presentes deixados pela ex-

pedição, estuda a reação futura do civilizado, para

se decidir por aceitar ou não o contato civilizado (A

CRÍTICA, 1975).

Por seu turno, o governo não estava nem um

pouco satisfeito com o atraso da obra, principalmente

o Governador de Roraima Fernando Ramos Pereira,

que chegou a declarar publicamente a seguinte frase