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Eduardo Gomes da Silva Filho

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criada, pela FUNAI, em 1970, a Frente de Atração

Waimiri-Atroari – FAWA. Verdadeira ponta de lança

da FUNAI sobre o território Waimiri-Atroari, a FAWA

contava com estreitas relações com o DRE - AM,

Ministério da Integração Nacional, Comando Militar

da Amazônia – CMA e o 6º Batalhão de Engenharia

de Construção – 6º BEC.

Para chefiá-la foi designado, pela FUNAI, o

sertanista Gilberto Pinto Figueiredo Costa, curiosa-

mente, o mesmo sertanista que havia sido afastado

no início da tentativa de “pacificação” e que foi subs-

tituído pelo Padre João Calleri, por se opor inicial-

mente a este tipo de política indigenista praticado

pela FUNAI, em meados do ano de 1968.

Porém, alguns anos depois, o discurso do

sertanista parece ter mudado, na medida em que ele

em um de seus relatórios de atração produzidos para

a FUNAI alegou:

A Frente de Atração Waimiri-Atroari – subordinada

à COAMA,

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tem como principal objetivo realizar a

atração dos grupos indígenas Waimiri-Atroari que

habitam o Norte do Estado do Amazonas, acele-

rando o seu processo de integração na sociedade

nacional, assim como , realizar trabalhos de

apoio

aos serviços da estrada Manaus – Caracaraí (BR

174)

, nos possíveis contatos entre os trabalhado-

res da estrada e os silvícolas (RELATÓRIO FRENTE

DE ATRAÇÃO, 1973, p. 2, grifo nosso).

No entanto, este discurso é contraditório

quando observamos as próprias ações dos agentes

interessados envolvidos:

Este controle se tornou mais rígido com a entrada

do Exército, após a morte do Padre Calleri. FUNAI

e Exército impediam qualquer ação pró-Waimiri-

-Atroari, aceitando apenas colaborações de quem

concordava com o programa integracionista do Go-

43 COAMA - Coordenação da Amazônia – FUNAI.