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Protagonismo e resistência dos Waimiri-Atroari na Amazônia

de desenvolvimento em seu território, tendo como

consequência ações punitivas e genocidas do gover-

no civil-militar, que levaram ao extermínio de mais

de 2.000 índios, segundo o Comitê da Verdade do

Amazonas, (2012). Segundo Schwade “[...] essa po-

lítica genocida e etnocida do Estado Brasileiro tem

constantemente aperfeiçoado as suas táticas, tanto

para prosseguir a estrada desse crime, quanto para

camuflá-lo [...]”. (Idem, Tribunal

Russell

, 1980, p.

6).

Os dados apresentados no 1º Relatório do

Comitê da Verdade do Amazonas fez-nos o seguinte

alerta:

No momento em que a sociedade anima o Governo

na busca dos desaparecidos políticos da Ditadura

Militar e dos crimes cometidos contra a sociedade,

não podemos esquecer os mais duramente atingi-

dos durante este período, nesta região amazônica,

os indígenas (1º RELATÓRIO DO COMITÊ DA VER-

DADE DO AMAZONAS, 2012, p. 2).

O interesse do capital moderno no território

Waimiri-Atroari é evidente, de acordo com José de

Souza Martins (1991, p. 52),

“Ao mesmo tempo, que o capital cresce acumula

contradições inerentes ao seu próprio crescimento:

ele não pode crescer sem o trabalho e ao mesmo

tempo, cada vez mais dispensa trabalho devido à

modernização técnica”.

Por outro lado, Peter Schroder (2003) afir-

ma que o discurso universalista de desenvolvimen-

to está em queda, entretanto, várias etnias estão

passando por dificuldades, explorações e viola-

ções dos seus direitos em detrimento de interesses

desenvolvimentistas.

É nesse contexto, que a resistência Waimiri-

Atroari é evidenciada no trabalho, à luz das suas