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Protagonismo e resistência dos Waimiri-Atroari na Amazônia

ria do povo Waimiri-Atroari, privilegiando aspectos

de sua história recente e, em seguida, analisamos

os impactos que os projetos de desenvolvimento do

governo civil-militar causaram na Amazônia. Deste

modo, procuramos alertar o leitor para a expansão

do grande capital nas terras indígenas e comunida-

des tradicionais.

As noções de território e territorialidade in-

dígena delineadas nesse capítulo servem como fios

condutores de nossa análise. Outrossim, a análise

do início do processo de resistência desse povo frente

a fatídica Missão Calleri fez-nos imergir no protago-

nismo e na autodeterminação indígena.

Demos ao segundo capítulo o seguinte título

“A BR 174: Desterritorialização e resistência indíge-

na”. Nele analisamos a cobiça pelo território indíge-

na do povo Waimiri-Atroari, cujos reflexos e impac-

tos ensejaram um processo de desterritorialização

coetâneo à construção da BR 174, estrada que inter-

ligou a cidade de Manaus à Boa Vista. Tal situação,

corroborou para intensificar as tentativas de atra-

ção e pacificação que culminaram com a morte do

Padre Calleri, em 1968 e com a morte do sertanista

Gilberto Pinto, posteriormente, ratificando, assim, a

resistência indígena frente à realização dos grandes

projetos de desenvolvimento em seu território.

Nesse sentido, também chamamos a atenção

nesse capítulo para a fundação, no ano de 1983, do

Movimento de Apoio à Resistência Waimiri-Atroari –

MAREWA, que se consolidou ao longo dos anos como

um instrumento de denúncia frente aos desmandos

da FUNAI e do governo civil-militar.

Nessa ótica, a ação do 6º Batalhão de

Engenharia da Construção – 6º BEC, localizado

na cidade de Boa Vista capital do atual Estado de

Roraima, também é objeto de nossa análise, a partir

das discussões apresentadas no seu discurso anti-