Eduardo Gomes da Silva Filho
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juntura atual não foge à regra, um típico exemplo
disso, materializou-se a partir de uma reação ofen-
siva por parte do coordenador geral do PWA, o Sr.
José Porfírio Fontenele de Carvalho, que desconten-
te com as denúncias feitas por Egydio Schwade, em
seu Blog da Casa de Cultura do Urubuí, acabou o
processando, como podemos conferir nas palavras
de Egydio abaixo:
[...] isso foi agora no ano retrasado. Quando saiu
a Comissão [...], quando a Dilma criou a Comis-
são Nacional da Verdade, mas não indicou ainda
as pessoas, quando ela lançou eu comecei a escre-
ver uma série de artigos sobre os Waimiri-Atroari,
dizendo, né? Que não é só os guerrilheiros do Ara-
guaia, lá do Caaró do Vale do Ribeira, e etc, etc; e
mesmo na cidade, tudo somado, praticamente foi
em torno de 400, né? Do Araguaia foram sessenta
e poucos, o total dos desaparecidos políticos não
chega a passar de 400, né? Então eu digo, dos ín-
dios só os Waimiri-Atroari são mais de 2 mil. En-
tão eu digo, por que a Comissão não pode tratar
deles[...], não deva tratar dessa questão? Então eu
comecei a levantar. E aí o quarto artigo tem o tí-
tulo “Por que continua ocultos os assassinos dos
Waimiri-Atroari?”. E aí nesse artigo, em 2011, acho
que é, 2011, setembro de 2011, eu nomeei direta-
mente o Carvalho como uma das figuras que ajuda
o Programa Waimiri-Atroari, mas dentro dele, como
ele é o único dono desse programa, isso ele não
esconde, né? (SCHWADE, 2013).
O depoimento que Egydio Schwade nos deu
nomeando diretamente o Sr. Porfírio de Carvalho
como um dos responsáveis pelos assassinatos dos
índios, de fato confere com o artigo publicado por ele
e reproduzido parcialmente abaixo, a partir de uma
ação de indenização por danos morais com pedido de
antecipação de tutela feita por Porfírio de Carvalho,
no dia 18 de outubro de 2011, ao Excelentíssimo
Juiz de Direito do Juizado Especial da Vara Cível da




