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Eduardo Gomes da Silva Filho

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dúvidas seriam tiradas diretamente com os índios

e que esta disciplina seria oferecida posteriormente,

fato desmentido pelos professores no documento.

Além disso, de acordo com os professores, o

curso oferecido pelo PWA era de baixa qualidade teó-

rica e metodológica; e para piorar a situação, as pro-

messas feitas em relação aos contratos na Secretaria

de Educação não se cumpriram, deixando os profes-

sores à mercê do PWA. Ao passo que a ansiedade já

tomava conta de todos e a entrada na área indíge-

na era constantemente adiada, enfim, ouviu-se uma

justificativa que não agradara em nada aos profes-

sores, “A coisa aqui é assim mesmo, para se traba-

lhar com índios não se pode ter um planejamento

exato do que se vai fazer. Ah! Vocês tem que ir logo

se acostumando” (NETO; GONÇALVES, 1988, p. 10).

Quando finalmente entraram na área indíge-

na, logo perceberam o despreparo dos membros do

PWA em lhe dar com os índios, tratando-os sempre

como crianças mimadas e aproveitando-se do seu

desconhecimento sobre dinheiro, pesos, medidas,

exercendo assim uma forte relação de tutela com eles.

O grande descontentamento dos professo-

res deu-se principalmente por causa da ausência

do pagamento integral dos seus serviços prestados

ao PWA, segundo eles, houve 82 dias de atividades,

mas, no entanto, só foram pagos 30 dias de serviço,

fato que revoltou a todos e foi o estopim dos seus

desligamentos.

Dois anos mais tarde, ações dos PWA foram

colocas em cheque, por meio dos debates promovidos

no “I Seminário de Estudos Waimiri-Atroari: Farsa

ou realidade”, nas dependências do SESI Manaus,

em março de 1990. As principais discussões giraram

em torno dos impactos das políticas governamentais

sobre as populações indígenas Waimiri-Atroari e a

atuação do PWA.