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Protagonismo e resistência dos Waimiri-Atroari na Amazônia

Quadro 05

– Cronologia da construção, fases

de geração de energia, desvios, enchimento do

reservatório, operação da 1ª unidade geradora e

energizações da Vila de Balbina e de Figueiredo.

AÇÃO

DATAS

Início da construção 1ª e 2ª

fase

A partir de 1979 a

25 de abril de 1981.

1º Fase da geração de energia 1982.

Desvio do rio: 1ª fase.

01 de janeiro de 1979 a

31 de maio de 1982.

Desvio do rio: 2ª fase.

01 de abril de 1985 a

01 de abril de 1986.

Enchimento do Reservatório.

01 de outubro de 1987 a

10 de fevereiro de 1989.

Operação da 1ª Unidade

Geradora - BAUGH-01.

17 de fevereiro de 1989.

Energização da Vila de Balbina

pela UHE-Balbina.

14 de agosto de 1989.

Energização do Município de

Presidente Figueiredo pela

UHE-Balbina.

15 de fevereiro de 1990.

Fonte:

Quadro elaborado pelo autor.

Desde o início do ano de 1983, a Equipe da

Pastoral Indigenista da cidade de Itacoatiara denun-

ciava os impactos negativos que a UHE de Balbina

traria sobre os índios Waimiri-Atroari e o meio am-

biente, classificando Balbina como um programa ge-

nocida e etnocida do Governo:

[...] queremos sistematizar alguns passos desse

programa Genocida e Etnocida. Nos atemos a docu-

mentação de 1968 para cá, para mostrar como esse

programa foi elaborado, assumindo e executando de

forma autoritária, sob a exclusiva responsabilidade

do regime Militar no Poder a partir de 1964 (Equipe

da Pastoral Indigenista de Itacoatiara, 1983, p. 1).

A Pastoral Indigenista tratou de reunir uma

farta documentação, que dava conta da questão dos