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Protagonismo e resistência dos Waimiri-Atroari na Amazônia

Figueiredo, fato ignorado pela FUNAI, mas que teve

a atenção do Marewa e de parte da mídia, como ve-

remos a seguir.

A implantação

De acordo com o pesquisador Renan

Albuquerque Rodrigues (2013), no início da constru-

ção da Usina Hidrelétrica de Balbina, o planejamen-

to da Eletronorte teve que ser modificado, sobretudo,

por causa da saída de investidores franceses do ne-

gócio. Ainda segundo o pesquisador:

Para se ter noção das mudanças que precisaram

ser tomadas ao longo do levantamento estrutural

da UHE Balbina, note-se breve resumo da modifi-

cação do prazo de construção: iniciada em maio de

1981, teve suas metas reprogramadas a partir de

1982, as quais culminariam no período de ação en-

tre 1983 a 1987; em seguida, o programa de ação

foi reposicionado para o prazo de 1986 a 1989; um

terceiro ajuste crivou o fim das obras para 1988,

mas isso só acabou mesmo ocorrendo em outubro

de 1987, sendo que a geração energética ficou para

1989 (RODRIGUES, 2013, p. 38).

97

A entrada em operação da Usina Hidrelétrica

de Balbina estava prevista inicialmente para o ano

de 1982, muito embora as unidades das Usinas

Hidrelétricas de Morena e Katuema tinham previsões

para os anos de 1983 e 1984. Por conseguinte, esse

atraso nos dois últimos empreendimentos em rela-

ção à Balbina, acarretaria de forma indesejada ao

governo a ampliação do parque térmico de Manaus,

97 Rodrigues ainda alertou para um acordo firmado em 1976 com a

Construtora Andrade Gutierrez, em conjunto com as empresas do

grupo Monasa Consultoria e Projetos Ltda. e Enge-Rio – Engenharia

e Consultoria S.A, ficando por conta do consórcio formado pelas

Construtoras Mendes Júnior S.A. e A. Araújo S.A, responsáveis pela

montagem dos equipamentos eletromecânicos, além da subestação e

linha de transmissão.