216
Protagonismo e resistência dos Waimiri-Atroari na Amazônia
Figueiredo, fato ignorado pela FUNAI, mas que teve
a atenção do Marewa e de parte da mídia, como ve-
remos a seguir.
A implantação
De acordo com o pesquisador Renan
Albuquerque Rodrigues (2013), no início da constru-
ção da Usina Hidrelétrica de Balbina, o planejamen-
to da Eletronorte teve que ser modificado, sobretudo,
por causa da saída de investidores franceses do ne-
gócio. Ainda segundo o pesquisador:
Para se ter noção das mudanças que precisaram
ser tomadas ao longo do levantamento estrutural
da UHE Balbina, note-se breve resumo da modifi-
cação do prazo de construção: iniciada em maio de
1981, teve suas metas reprogramadas a partir de
1982, as quais culminariam no período de ação en-
tre 1983 a 1987; em seguida, o programa de ação
foi reposicionado para o prazo de 1986 a 1989; um
terceiro ajuste crivou o fim das obras para 1988,
mas isso só acabou mesmo ocorrendo em outubro
de 1987, sendo que a geração energética ficou para
1989 (RODRIGUES, 2013, p. 38).
97
A entrada em operação da Usina Hidrelétrica
de Balbina estava prevista inicialmente para o ano
de 1982, muito embora as unidades das Usinas
Hidrelétricas de Morena e Katuema tinham previsões
para os anos de 1983 e 1984. Por conseguinte, esse
atraso nos dois últimos empreendimentos em rela-
ção à Balbina, acarretaria de forma indesejada ao
governo a ampliação do parque térmico de Manaus,
97 Rodrigues ainda alertou para um acordo firmado em 1976 com a
Construtora Andrade Gutierrez, em conjunto com as empresas do
grupo Monasa Consultoria e Projetos Ltda. e Enge-Rio – Engenharia
e Consultoria S.A, ficando por conta do consórcio formado pelas
Construtoras Mendes Júnior S.A. e A. Araújo S.A, responsáveis pela
montagem dos equipamentos eletromecânicos, além da subestação e
linha de transmissão.




