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Protagonismo e resistência dos Waimiri-Atroari na Amazônia

174 que, de acordo com Márcio Silva (1991), reduziu

sua população drasticamente. Quando tudo parecia

caminhar para o caos, eis que surgiu em teoria, uma

luz no fim do túnel para os índios, será mesmo?

A FUNAI de olhos fechados: O Programa Waimiri-

Atroari – PWA, “Solução ou inversão de tutela”?

Desde o ano de 1967, a Fundação Nacional

do Índio - FUNAI é o órgão indigenista responsável

pela promoção dos direitos indígenas em todo o ter-

ritório nacional. Embora a sua criação tenha sido

em resposta aos recorrentes escândalos protagoni-

zados pelo antigo Serviço de Proteção ao Índio – SPI,

seu escopo permaneceu escudado nos interesses do

Governo civil-militar que pretendia, com isso, pro-

mover mudanças nas áreas administrativas, políti-

cas e econômicas do país, sobretudo com a justifi-

cativa de integrar a Amazônia ao território nacional.

Todavia, nesse novo contexto, a política indi-

genista acabou subordinada à defesa nacional, com

o avanço do grande capital penetrando nos territó-

rios tradicionais sem a mínima preocupação com os

possíveis danos que causariam às suas populações.

Para que isso fosse possível, houve um alinhamento

com alguns aparelhos de Estado, que ficaram res-

ponsáveis por garantir os novos rumos da política

indigenista no país, obviamente atendendo aos seus

interesses.

Nesse sentido, a FUNAI contou com o

apoio do Conselho de Segurança Nacional – CSN,

DepartamentoNacional de ProduçãoMineral –DNPM,

Plano de Integração Nacional – PIN e do Instituto

Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA.

No ano de 1973, a criação do Estatuto do Índio rati-

ficou a perspectiva assimilacionista do Estado de in-

tegração indígena. No caso do povo Waimiri-Atroari