Eduardo Gomes da Silva Filho
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Já em relação aos recursos hídricos, o Relatório fo-
cou a bacia do rio Uatumã e seus afluentes, além
de citar os aspectos relacionados à fauna, flora e
vegetação.
Ao debruçarmo-nos mais profundamente na
análise do documento, encontramos uma tímida
descrição da área indígena Waimiri-Atroari, porém,
ele não fez alusão alguma aos impactos causados a
este povo, tanto pela construção, quanto pelo fun-
cionamento da hidrelétrica, muito pelo contrário,
ele nos apontou apenas para algumas comunida-
des ribeirinhas como sendo populações afetadas.
Consequentemente, os desvios fundiários ocorridos
na terra indígena são tratados pela Eletronorte de
forma imprudente e leviana, na medida em que en-
contramos apenas uma pífia justificativa que fazia
referência à própria postura da Eletronorte em rela-
ção ao esbulho das terras indígenas que reproduzi-
remos parcialmente abaixo:
Segundo o parecer da ELETRONORTE, “ainda que
se possa arguir em juízo alguma irregularidade
na expedição desses documentos (títulos de pro-
priedade) aliada a não exploração da terra, o que
parece certo é que, afinal, prevalecerá a tese de do-
micílio consolidado, a partir do registro imobiliá-
rio, circunstância que nos obrigará a indenizá-las”
(RELATÓRIO DE ESTUDOS AMBIENTAIS DIAG-
NÓSTICO/BALBINA, 1987, p. 199).
No entanto, Maiká Schwade (2012) já nos
alertara para o esquema de grilagem em terras in-
dígenas, sobretudo, no município de Presidente
do, bem como dos meios ou técnicas que são próprias ao seu estudo.
Essa palavra vem do latim
spelaeum
(caverna) e do grego
logos
(es-
tudo). Entre as ciências que se relacionam com a espeleologia estão
Geologia, Geografia, Hidrologia, Biologia, Climatologia e Arqueologia.
Cf. Canal Escola:
http://www.cprm.gov.br/publique/cgi/cgilua.exe/ sys/start.htm?infoid=1278&sid=129.Acesso em: 25/02/2015, às
23:00h.




