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Eduardo Gomes da Silva Filho

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Com o objetivo de supervisionar esses estu-

dos, foi criado o Decreto nº 63.952, em 31 de dezem-

bro de 1968, que instituiu o Comitê Coordenador dos

Estudos Energéticos da Amazônia - ENERAM, que

tinha como principais representantes os Ministério

de Minas e Energia, do Interior e do planejamento,

porém atuando como executivos à presidência do

Comitê e à Eletrobrás.

Os estudos preliminares dividiram-se em fa-

ses, a primeira delas refere-se à averiguação da de-

manda do mercado energético da cidade de Manaus,

posteriormente houve um levantamento dos re-

cursos hídricos dos rios Branco e Jatapú e do rio

Uatumã, este último sob a responsabilidade das

Centrais Elétricas do Amazonas – CELETRAMAZON.

Desta forma, o Comitê Coordenador dos

Estudos Energéticos da Amazônia recomendou a

continuidade dos estudos da bacia do rio Uatumã.

Por conta dessas recomendações, a Eletrobrás, em

julho de 1972, retomou os estudos preliminares e

assinou posteriormente, no dia 12 de outubro de

1973, o contrato ECE-115/73 Estudos Amazônia,

com as empresas Monasa e Enge-Rio, que estavam

organizadas em consórcio.

95

Consequentemente, com a criação da

Eletronorte em 1975, a Eletrobrás transferiu a res-

ponsabilidade dos estudos para a mesma no dia 26

de maio de 1975; por sua vez, a Eletronorte tratou de

apressar os preparativos da implantação da hidrelé-

trica, alegando evitar a necessidade de ampliação do

parque térmico de Manaus.

Com o aprofundamento dos estudos de viabi-

lidade na bacia do rio Uatumã, outros lugares foram

selecionados como potenciais locais de geração de

95 O contrato objetivava a aceleração dos estudos de viabilidade dos re-

cursos hídricos dos referidos rios, para suprir a demanda energética

criada pela Zona Franca de Manaus o mais rápido possível.