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Protagonismo e resistência dos Waimiri-Atroari na Amazônia

energia elétrica, como nos casos de Balbina, Morena

e Fumaça na bacia do rio Jatapú, além de Katuema

e Onça, que eram localidades próximas. Nesse sen-

tido, os estudos indicaram a viabilidade de Balbina,

Morena e Katuema, sendo essa última, foco da pos-

sível construção de uma nova hidrelétrica.

Em decorrência disso, os estudos de viabili-

dade hídrica desenvolveram-se até meados de 1976,

com análises feitas nos três locais citados, gerando

uma expectativa de, aproximadamente, uma gera-

ção de energia 264 MW, em Morena; 260 MW em

Katuema e de 250 MW em Balbina gerando uma pre-

visão de atendimento à cidade de Manaus entre os

anos de 1983 e 1988.

O quadro 03 aponta, em detalhes, a relação

entre a produção de MW por ano, sua média e os

índices alcançados, ao passo que a demanda pelo

consumo de energia durante o referido período foi

bem maior do que o prometido no projeto inicial,

como nos foi apontado pelos estudos preliminares.

Vejamos:

Quadro 03

– Expectativa média das contribuições ao

sistema energético de Manaus – Alternativa UHE Balbina.

Ano

Requisito de

Energia (MW

Médio)

Expectativa de

Contribuição Hidráulica

(MW Médio)

1983

106

88,7

1984

118

99,6

1985

130

105,1

1986

144

109,6

1987

158

111,3

1988

173

112,2

Média

138,2

104,4

%

100

76

Fonte:

MEMÓRIA TÉCNICA UHE Balbina, 2013, p. 7.

Note-se que a energia gerada entre os anos

de 1983 e 1988 não chegou sequer aos 250 MW