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Eduardo Gomes da Silva Filho

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nas, porém, ele ressaltou a necessidade de inde-

nizações pelos danos causados tanto pelo grupo

Paranapanema, quanto pela construção da BR 174

e do ramal que a ligou à mina de cassiterita.

Segundo Baines (1989), no dia 1º de maio de

1987, houve um rompimento na barragem de ter-

ra da mina de Pitinga, em um dos afluentes do rio

Alalaú, que lançou cerca de 700 mil metros cúbicos

de despejos da lavagem da cassiterita, no entanto,

antes disso, os Waimiri-Atroari já vinham reclaman-

do de detritos de mineração no rio Alalaú, que tor-

naram a água turva e amarela, diminuindo o núme-

ro de peixes dos quais dependiam para sobreviver.

Ainda segundo Baines, a empresa além de

ocupar grande parte da reserva indígena, ainda

afastou animais de caça e ocupou áreas da flores-

ta, que eram áreas de recuperação de caça, além

de poluir seriamente o rio Alalaú. Este fato agravou

ainda mais a situação dos indígenas, haja vista que

o Igarapé de Santo Antônio do Abonari, o Igarapé

Taquari e o rio Uatumã, se tornaram praticamen-

te inabitáveis com a criação da Usina Hidrelétrica

de Balbina. Com isso, cerca de 1/3 da população

dos Waimiri-Atroari transferiu-se para outras áreas

do território, inclusive para alguns afluentes do rio

Alalaú.

De acordo com Baines (2000), uma das es-

tratégias das empresas mineradoras para lograr

êxito no território Waimiri-Atroari, foi à tentativa de

acordo com algumas lideranças indígenas, utilizan-

do-se de sua imagem sobre o pretexto da autodeter-

minação, porém, o objetivo era de cooptá-los para

concretizar os seus interesses.

É importante ainda considerarmos que os

estudos e documentos que deram substrato aos

atos administrativos de reconhecimento do territó-

rio Waimiri-Atroari pouco ou nada falam acerca do