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Protagonismo e resistência dos Waimiri-Atroari na Amazônia

em suas mãos [...]. De uma forma ou de outra, não

aceito a pretensão de se manter a concessão para

exploração de minérios nas mãos de uma empresa

cujo controle acionário pertence a criminosos do

“colarinho branco”, frisou o vereador (DIÁRIO DO

AMAZONAS, 1989).

As acusações do Vereador Serafim Corrrêa

eram contundentes, principalmente no que diz res-

peito aos conchaves existentes entre o binômio polí-

ticos/mineradoras. Isso estourou como uma bomba

na Nova República. Além disso, foi uma verdadei-

ra afronta à Democracia, ao passo que tal medida,

debochava da recém-criada Constituição Federal.

Todavia, as denúncias feitas por Serafim não se li-

mitaram apenas a essa, pois no início do mês de se-

tembro desse mesmo ano, ele já havia vindo a pú-

blico externar à sua revolta com a Paranapanema,

episódio este também registrado pelo Jornal Diário

do Amazonas:

A matéria trouxe o sugestivo título de “

Novas

denúncias: Serafim vai desmascarar a Taboca

”, em

uma nítida alusão ao beneficiamento recebido pela

mineradora, que não fomentava nenhum tipo de

contrapartida ao Estado, que deveria ser feito atra-

vés da Suframa.

O Vereador ainda citou que “Ao longo dos

anos, a Mineração Taboca tem sido privilegiada pe-

los incentivos fiscais, gerando com isso lucros fan-

tásticos nos seus investimentos [...], pois não paga

impostos” (DIÁRIO DO AMAZONAS, 1989).

Esse fato também repercutiu na mídia nacio-

nal e o que chamava mais a atenção na época era jus-

tamente o súbito enriquecimento da Paranapanema.

A esse respeito, o Jornal Tribuna da Imprensa, do

Rio de Janeiro, publicou a seguinte matéria “

Os mis-

térios da Paranapanema: De quase falida à prospe-

ríssima

”. Nessa ótica, já não era mais novidade para