Eduardo Gomes da Silva Filho
53
pelo governo brasileiro, com a tentativa de viabilizar
uma base econômica na Amazônia Ocidental brasi-
leira, além de tentar garantir a integração e a so-
berania nacional em suas fronteiras. O modelo de
desenvolvimento proposto durante o governo civil-
-militar tomou como estratégia econômica sua ex-
tensão além do Estado do Amazonas para os seguin-
tes estados: Acre, Rondônia e Roraima e as cidades
de Macapá e Santana, no Amapá.
A ZFM compreende basicamente três polos
econômicos: comercial, industrial e agropecuário
e é administrada pela Superintendência da Zona
Franca de Manaus – SUFRAMA
12
. O primeiro teve
maior ascensão até o final da década de 80, quando
o Brasil adotava o regime de economia fechada. O
industrial é considerado a base de sustentação da
ZFM. Atualmente, o Polo Industrial de Manaus –
PIM possui, aproximadamente, 600 indústrias de
alta tecnologia, gerando mais de meio milhão de
empregos, diretos e indiretos, principalmente nos
segmentos de eletroeletrônicos, duas rodas e quí-
mico. Entre os produtos fabricados destacam-se:
aparelhos celulares, de áudio e vídeo, televisores,
motocicletas, concentrados para refrigerantes, en-
tre outros.
O polo agropecuário abriga projetos voltados
a atividades de produção de alimentos, agroindús-
tria, piscicultura, turismo, beneficiamento de madei-
ra, etc. No entanto, os incentivos fiscais concedidos
para as multinacionais caracterizam-se como um
dos principais atrativos para a vinda dessas empre-
12 A Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA é uma
Autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior que administra a Zona Franca de Manaus. Para
corroborar com esse entendimento, o Decreto nº 63.104, definiu a
criação de polos de atendimento ao Primeiro Plano Quinquenal de
Desenvolvimento da Amazônia, em 15 de agosto de 1968.




