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Eduardo Gomes da Silva Filho

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230, com o objetivo de interligar as regiões Norte e

Nordeste do país. Sobre o forte apelo propagandista

caracterizado a partir do slogan “terras sem homens

a homens sem terra”, porém por trás deste apelo,

escondia-se a pretensão do escoamento da produção

aos portos do oceano Pacífico, além de garantir a so-

berania nacional.

Em 1974, quando o General Ernesto Geisel

assumiu a presidência da República, novamente o

governo fez uma manobra de redirecionamento eco-

nômico, com o objetivo de agilizar a implantação

de projetos exportadores, agropecuários e agromi-

nerais na Amazônia: criou o Projeto Polamazônia,

com a coordenação da Superintendência do

Desenvolvimento da Amazônia - SUDAM e de mais

15 polos em áreas selecionadas dentro da Amazônia

Legal. Segundo Maurílio de Abreu Monteiro:

[...] ancorava-se numa visão de desenvolvimento

regional que tinha por fundamento a necessidade

de concentração espacial de capitais, capazes de

produzir desequilíbrios e, em decorrência destes,

impulsionar processos de desenvolvimento por

meio do surgimento de uma cadeia de ligações para

frente e para trás das atividades consideradas cha-

ve (MONTEIRO, 2005, p. 188).

Com o intuito de corroborar com essas

ações, foi criado durante o Governo do Presidente

Figueiredo pelo Decreto-Lei nº 1813, de 24 de no-

vembro de 1980, o Projeto Grande Carajás – PGC,

administrado pela antiga estatal brasileira Vale do

Rio Doce, que abrangia uma área de 900.000 km

2

,

nos Estados do Maranhão, Goiás, (hoje estado do

Tocantins) e Pará, com o objetivo de facilitar a ex-

tração de minérios para empresas nacionais e mul-

tinacionais. Em grande parte, essa estratégia do

terraplenagem” (Relatório da Comissão Nacional da Verdade, 2014,

p. 223, Tomo II).