Eduardo Gomes da Silva Filho
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dinâmica do capital levou à exploração de quanti-
dades cada vez maiores de matérias-primas, todo
o ciclo da mineração na Amazônia ganhou propor-
ções a partir da região de Carajás. Em período re-
cente, outras áreas do Pará e do Maranhão, como
as regiões de Oriximiná, Juruti Velho e entorno da
Reserva Biológica do Gurupi, são cobiçadas e ex-
ploradas, de onde são retirados e exportados re-
cursos minerais para os Estados Unidos, Europa,
Japão, China e outros países (INSTITUTO HUMA-
NITAS UNISINOS, 2014).
Adotando uma estratégia similar ocorrida nas
construções da Belém-Brasília e da Transamazônica,
o Presidente Emílio Garrastazu Médici também colo-
cou em prática o plano desenvolvimentista do Governo
com as construções da Manaus-Porto Velho, conheci-
da como BR 319, da Cuiabá-Santarém – BR 163, da
Perimetral Norte (que segundo os planos do governo,
deveria interligar a cidade de Macapá com Manaus,
mas, no entanto, nunca foi concluída) e, posterior-
mente, houve a pavimentação da Belém-Brasília e da
Rodovia Pará-Maranhão, conhecida como BR 316.
Grande parte desses empreendimentos serviu apenas
para aumentar a dívida externa do país, causar danos
ambientais e violar o direito dos povos tradicionais.
Figura 01 –
Área do Programa Grande Carajás
Fonte:
Revista Ciência Hoje, ano 1, nº 3, p. 32.




