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Eduardo Gomes da Silva Filho

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-indígena. As repercussões desses conflitos no âm-

bito de organismos internacionais também são apre-

sentadas neste estudo. Neste caso, tendo como base,

as denúncias feitas por Egydio Schwade ao Tribunal

Russel

, na Holanda e ao Tribunal dos Povos, em

Paris.

O terceiro capítulo “O reordenamento terri-

torial e a questão mineradora”, aborda por meio de

fontes documentais e mapas ilustrativos a estra-

tégia do governo civil-militar, com a devida coni-

vência da FUNAI, para beneficiar a ação do grupo

Paranapanema na Terra Indígena Waimiri-Atroari.

As sucessivas demarcações que resultaram na dimi-

nuição do território, tradicionalmente ocupado por

esse povo, são explicitadas através das análises dos

Decretos Médici e Figueiredo. As distribuições e con-

cessões escandalosas de Alvarás, que beneficiaram

determinadas empresas mineradoras e a parcimônia

da FUNAI frente ao devassamento das terras indíge-

nas são examinadas nesse capítulo. Contudo, dis-

cutimos um pouco sobre os novos rumos da política

indigenista, a partir da nova Constituição Federal de

1988, que prometeu acabar com o assimilacionismo

promovido pelo antigo Estatuto do Índio. O tópico

ainda abriga uma discussão sobre os novos limites

territoriais a partir do Decreto do presidente José

Sarney, que novamente mexeu no território do povo

Waimiri-Atroari.

Ao quarto capítulo foi dado o nome de “O

Caso Balbina: Deslocamento compulsório, dester-

ritorialização, reterritorialização e práticas de resis-

tências”, no qual fizemos uma abordagem geral das

causas e consequências para a construção da Usina

Hidrelétrica de Balbina, apontando as possíveis jus-

tificativas, descrevendo os estudos preliminares, as-

sim como evidenciando toda a resistência indígena

ao longo deste processo.