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Protagonismo e resistência dos Waimiri-Atroari na Amazônia

Justificativas e ações para a construção de

Balbina

A década de 1970 apresentou-se para a histo-

riografia brasileira como um período cronológico de

continuidade da política econômica e expansionis-

ta do Governo civil-militar. Partindo dessa premis-

sa, acelerou-se o processo de integração nacional,

com a expansão do capital adentrando o território

Amazônico.

No entanto, para que isso fosse possível, foi

necessário, segundo o Governo, fazer investimentos

na infraestrutura. Desde a implantação do Plano

de Integração Nacional que a Região Amazônica era

alvo das investidas do Governo, fato comprovado por

medidas anteriores, como por exemplo, a criação da

Zona Franca de Manaus.

Nesse sentido, havia claramente uma gran-

de demanda de energia ocasionada pela instalação

de empresas nacionais e multinacionais na capital

Amazonense. A justificativa inicial do Governo era o

fornecimento de energia a um custo baixo e de boa

qualidade a para essas empresas. Porém, muitas

situações que poderiam ocorrer não foram levadas

em consideração, como nos casos do elevado núme-

ro de empresas atraídas pelos incentivos fiscais do

Governo, além do interesse no aumento das expor-

tações para países como Estados Unidos e Japão,

do aumento populacional, por causa da geração de

empregos e do aquecimento econômico, que tam-

bém movimentava a economia informal. Esses fa-

tores elevaram substancialmente a perspectiva do

consumo de energia, fato que iria ser comprovado

posteriormente.

A presença indígena no médio e baixo rio

Uatumã está registrada desde meados do século XIX

e persiste até as décadas de 1970 e 1980 do século