Eduardo Gomes da Silva Filho
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virtude de tais despesas variarem de ano para ano,
em face da elevação do custo de vida e do aumento
e do aumento de despesas com a abertura de no-
vos postos e subpostos de atração que resulta em
um maior número de contatos e consequentemen-
te aumento de trocas, assim como a existência de
frentes de trabalho da estrada Manaus – Caracaraí
obriga-nos a um constante e permanente contato
com os silvícolas, quer nos postos indígenas, quer
nas frentes de trabalho na estrada, fazendo com
que as despesas variem de acordo com o número
de servidores em atividades e o número de índios
que ocorre aos postos para trocas (RELATÓRIO DE
ATRAÇÃO, p. 14).
A maioria dos trabalhadores das frentes de
atração era formada por homens contratados pela
FUNAI e por alguns índios aculturados de outras et-
nias, que prestavam serviços como mateiros. Neste
sentido, as últimas páginas do documento são dedi-
cadas às ações desenvolvidas entre os anos de 1970,
1971 e 1972 no território Waimiri-Atroari, com ênfa-
se na recuperação do Posto de Atração do Camanaú,
destruídos pelos índios no início da década de 1970.
Apesar dos reveses, o texto reiterava a continuida-
de das obras sugerindo a construção de outros pos-
tos indígenas objetivando “dar cobertura aos servi-
ços da estrada BR-174 em dezembro de 1971 [...]”
(RELATÓRIO DE ATRAÇÃO, p. 15).
No mês de maio de 1972, foi instalado mais
um Posto Indígena de Atração, nas imediações do
Santo Antônio do Abonari, próximo de onde ocor-
reu a Expedição do Padre Calleri. Já em 1973, o
Relatório de Gilberto Pinto destaca a intensificação
da resistência indígena, com um ataque ao Subposto
Indígena localizado próximo ao rio Alalaú:
No ano em curso a Frente de Atração sofreu um
retrocesso em suas atividades, em virtude do mas-
sacre ocorrido no Subposto do Alalaú, em janeiro,
ocasionando a morte de três servidores da FUNAI,




