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Eduardo Gomes da Silva Filho

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isso ocorreu de várias formas, com as tentativas de

atração e pacificação, já citadas anteriormente.

A FUNAI contava praticamente em seu qua-

dro com os mesmos funcionários do extinto SPI e

foi atrelada até 1991 ao Ministério do Interior. No

entanto, as práticas de corporativismo e clientelismo

eram corriqueiras, principalmente para o benefício de

construtoras, mineradoras, estatais e latifundiários.

É a partir desse cenário desfavorável aos po-

vos indígenas que, em 1988, foi criado, pela Portaria

PP nº 1332/87, o Programa Waimiri-Atroari – PWA.

Neste mesmo ano iniciou, oficialmente, suas ativida-

des, como ação indigenista junto ao grupo indígena

Waimiri-Atroari. A principal justificativa para isso gi-

rava em torno da “oferta” de melhores condições aos

índios, haja vista que os grandes empreendimentos

econômicos invadiram literalmente o seu território

tradicional.

O Programa foi elaborado por uma equipe de

caráter multidisciplinar e institucional, de técnicos

ligados principalmente à FUNAI e a Eletronorte, que

também é responsável pelo financiamento do pro-

grama. No entanto, cabe à FUNAI gerenciar o pro-

grama, para isso, foi criado o Conselho Consultivo

do Programa Waimiri-Atroari, formado por quatro

membros da Eletronorte e quatro da FUNAI.

Os resultados desta parceria são avaliados

trimestralmente, onde são definidas as ações do tri-

mestre seguinte. O responsável direto pelo Projeto,

com escritório situado na cidade de Manaus, é o Sr.

José Porfírio Fontenele de Carvalho, indigenista da

FUNAI e testemunha viva do que aconteceu com os

índios Waimiri-Atroari durante a Ditadura civil-mili-

tar no Brasil e, em especial, no Estado do Amazonas.

Nesse sentido, de acordo com a FUNAI e a

Eletronorte os objetivos do Programa estão dispos-

tos em uma série de ações que visam equilibrar as