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Eduardo Gomes da Silva Filho

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e sustenta a política que vai sistematicamente en-

tregando aos interesses empresariais capitalistas

o patrimônio e as próprias terras dos Waimiri-a-

troari. Esses, sim, porque estão em sintonia com a

FUNAI, penetram diariamente, “sem perigo”, pelo

território Waimiri-Atroari (Ibid, p.2).

Outra acusação levantada pelo Sr. Nonato a

Egydio Schwade e utilizada como argumento para

a sua expulsão, trata-se do contato que ocorreu

com um grupo de holandeses que visitaram a aldeia

Yawará, em outubro de 1986. Como eles falavam ale-

mão, Egydio acabou sendo o interlocutor do grupo,

haja vista que durante os anos de estudos que ele

passou para se tornar padre, houve o contato com

diversas línguas, além do fato dele ser proveniente

da região sul do país e ter convivido com vários imi-

grantes de outras nacionalidades.

Porém, Egydio foi acusado de distorcer as tra-

duções dos visitantes e isso segundo o Sr. Nonato,

teria desagradado o líder dos Waimiri-Atroari, na

época o índio Viana. Todavia, no mesmo documen-

to, Egydio se defende de tais acusações, alegando

ter sido o mais fiel possível à tradução do grupo de

holandeses.

Apesar do clima evidentemente desfavorável,

Egydio e Doroti continuaram com o trabalho de al-

fabetização junto aos índios e os relatos de ataques

versus

resistência, a cada dia tornavam-se mais la-

tentes, como podemos observar na figura 19: