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Protagonismo e resistência dos Waimiri-Atroari na Amazônia

as palavras de vários militares, “eram um atraso ao

desenvolvimento do país”, para essa missão foi de-

signado o 6º Batalhão de Engenharia de Construção

– 6º BEC.

62

A propaganda desenvolvimentista do go-

verno travestida de um manto nacionalista justi-

ficava arbitrariedades praticadas contra os índios.

As palavras do Coronel Arruda, comandante do 6º

Batalhão de Engenharia e Construção, ecoaram

desta forma:

A estrada é irreversível como é a integração da

Amazônia ao país. A estrada é importante e terá

que ser construída, custe o que custar. Não vamos

mudar o seu traçado, que seria oneroso para o Ba-

talhão apenas para pacificarmos primeiro os índios

[...] Não vamos parar os trabalhos apenas para que

a Funai complete a atração dos índios (CNV, 2014,

p. 229, Tomo II).

63

62 O primeiro comandante do batalhão foi o Tenente Coronel Ney de

Oliveira Aquino, um dos participantes da marcha do 5º BEC do Rio

de Janeiro a Porto Velho, evento que marcou o início da Engenharia

do exército na Amazônia. Ainda sem identificação de efetivo e sede, o

núcleo do 6º BEC recebeu do Comando Militar da Amazônia a missão

de apoio às operações militares conduzidas em face da situação de

tensão existente na fronteira da República de Guiana, gerada pela

rebelião de fazendeiros, que eclodiu no país vizinho, nos primeiros

dias de janeiro de 1969, foi a partir daí que começou a mobilização

de pessoal e equipamentos do 6º BEC para Boa Vista. Pelo Decreto

nº 64.111, de 13 de fevereiro de 169, a sede do 6º BEC foi transfe-

rida de Manaus para Boa Vista. A mudança foi feita por via aérea e

fluvial, instalando-se o comando, definitivamente, em 26 de março

de 1969. Os primeiros militares chegaram a Boa Vista no dia 15 de

janeiro de 1969 e tiveram como abrigo barracas de lona armadas

na atual sede do Grêmio de Subtenentes e Sargentos, no bairro de

Mecejana. O Comando do Batalhão foi instalado na antiga sede da

Guarda Territorial, atualmente no prédio da Secretaria de Segurança

(MEMÓRIA TÉCNICA DO 6ª BEC, 1968-1977).

63 Para que pudéssemos compreender melhor como isso ocorreu, fomos

atrás de dados empíricos que pudessem contribuir com a pesqui-

sa, desta forma, solicitei junto ao Programa de Pós-Graduação em

História da Universidade Federal do Amazonas – UFAM, recursos fi-

nanceiros para investigar junto à instituição de custódia citada, fon-

tes que fossem relevantes à pesquisa, por hora desenvolvida.