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Eduardo Gomes da Silva Filho

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de ligação dos Estados do Amazonas e Roraima, as-

sim como intencionalmente, como forma de escoar

as riquezas das terras indígenas com a Guiana e a

Venezuela.

O trecho Boa Vista–Manaus, teve a sua li-

gação finalizada em 06 de abril de 1977, perfazen-

do um total de mais de 750 km construídos. E foi

justamente nesse intervalo de tempo, que houve

os mais sérios confrontos entre indígenas e milita-

res, como mostra uma matéria do Jornal Correio

da Manhã, publicada no dia 1º de agosto de 1972,

com o título “6º Batalhão vence a região dos índios”.

“A Companhia de Engenharia que está atuando na

área, chegou a paralisar por duas vezes seu traba-

lho, por temer o choque com os índios” (CORREIO

DA MANHÃ, 1972).

A inauguração da BR 174 foi marcada por

um discurso inflamado de pseudopatriotismo do

6º BEC, ao término da obra no ano de 1977, que

não condiz com o que realmente houve, pois nes-

te caso, eles fizeram de tudo para tentar esmagar a

resistência indígena. De acordo com o discurso pro-

ferido pelo 6º BEC, “Pode-se afirmar, sem nenhuma

veleidade, que o trabalho desenvolvido pelo 6º BEC

está intrinsicamente ligado ao progresso e desenvol-

vimento desta região [...]” (MEMÓRIA TÉCNICA DO

6º BEC, 1977, p. 2).

No dia 21 de janeiro de 1994, o Exército con-

cedeu ao 6º BEC a denominação de “Batalhão Simón

Bolívar”, em uma alusão homônima ao libertador da

Venezuela e pela integração dos dois países em um

evento que contou com a participação do Ministro do

Exército daquele país.

Após esse pomposo acontecimento, mais um

fato chamou-nos a atenção na inauguração da BR,

neste caso, uma fotografia de uma placa que fazia

homenagem com nomes gravados de “todas as pes-