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Protagonismo e resistência dos Waimiri-Atroari na Amazônia
pulação e a região, acarretando mudanças drásti-
cas e traumáticas na vida dos indígenas. O mesmo
se pode dizer para Projetos de educação, se implan-
tados dentro de uma atuação empresarial, o que
pode levar à construção de um discurso de “auto-
determinação” subordinado às pressões econômi-
cas de empresas em programas verdadeiramente
etnocidas, reforçando a invasão e ocupação maciça
de territórios indígenas pelas mesmas empresas
(BAINES, 1989, p. 11-12).
Destarte, a memória também se tornou alvo
de um dos Subprogramas, coordenado por Kátia
Maria Silva Nunes, voltado para a Documentação e
Memória Indígena. Este Programa emergiu a partir
do ano de 1992, de uma necessidade de sistemati-
zação do acervo documental do PWA, que continha
uma série de fotografias, DVDs, fitas de vídeo VHS
e K-7, além de CDs, livros, periódicos e Relatórios
técnicos.
Em relação à memória o Programa prioriza a
seleção e catalogação de documentos, além da sua
digitalização, controle e empréstimos.
113
Ao passo
que “A curiosidade pelos lugares onde a memória
se cristaliza e se refugia está ligada a este momento
particular da nossa história” (NORA, 1981, p. 7).
Essa curiosidade, que é típica da caracterís-
tica do espírito científico, nos fez questionar o por-
quê da não liberação do nosso pedido de consulta ao
acervo documental do Programa, haja vista que, de
acordo, com o quadro apresentado pelo PWA abaixo,
os empréstimos e consultas aos documentos são teo-
ricamente, uma prática cotidiana.
113 No entanto, a nossa solicitação de acesso ao acervo mesmo com todo
o protocolo sugerido por Porfírio de Carvalho nunca foi aprovada.




