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Protagonismo e resistência dos Waimiri-Atroari na Amazônia
para a utilização de outro telefone mundial para o
suporte das atividades de fiscalização do Posto do
Abonari e para a sua equipe que fiscaliza a BR 174,
na parte que fica dentro da Reserva Waimiri-Atroari.
Para aumentar a eficiência do controle, em
2004 o escritório sede do PWA, de onde despacha o
Sr. Porfírio de Carvalho, mandou instalar mais qua-
tro sistemas de comunicação com a Terra Indígena,
via internet, controlado por satélite, garantindo que
todas as informações cheguem em tempo real ao es-
critório do Programa em Manaus. Isso aumentou o
movimento de fluxo e refluxo dos indígenas, prin-
cipalmente daqueles que necessitam de assistência
médica especializada na cidade de Manaus. A esse
respeito entramos em contato com a Dentista que
atende ao Programa Waimiri-Atroari, a Dra. Dora
Monteiro, mas ela alegou que por “força de contrato”
não poderia nos dar maiores informações.
Desta forma, procuramos mais informações
junto a Secretaria de Estado para os Povos Indígenas
– SEIND, porém, foi alegado, por meio de um dos seus
funcionários, que não havia vínculo de comunicação
da Secretaria com o Programa. Para tentarmos com-
preender melhor esta logística, buscamos outras in-
formações a partir de um Programa similar de ações
mitigatórias, trata-se do Programa Parakanã, que tam-
bém é patrocinado com o dinheiro público pela FUNAI
e Eletronorte, cujo objetivo é diminuir os impactos
causados pela construção da Usina Hidrelétrica de
Belo Monte ao povo indígena Parakanã.
Porém, é necessário ressaltarmos que, em
ambos os casos, para que conseguíssemos acesso
tanto aos Relatórios das atividades dos Programas
Waimiri-Atroari, tanto ao Parakanã, além das suas
respectivas Memórias Técnicas, nós tivemos que
recorrer junto ao Ministério de Minas e Energia a
partir Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011,




