Eduardo Gomes da Silva Filho
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ações, a Eletronorte ignorou o princípio preventivo
e sem se preocupar com os índios Waimiri-Atroari,
que desde tempos imemoriais já habitavam a bacia
do rio Uatumã.
É a partir desse momento, que o convênio
firmado entre a FUNAI e a Eletronorte começa a fo-
mentar ações por intermédio do Programa Waimiri-
Atroari – PWA, na tentativa de diminuir esses im-
pactos. Consequentemente, os dados que apresen-
taremos a seguir, são baseados no Relatório de ati-
vidades deste Programa do ano de 2013, a partir de
dados coletados do ano de 2012.
O corpo técnico do Programa é formado
pelo coordenador geral, o indigenista José Porfírio
Fontenele de Carvalho; por um gerente administra-
tivo, o Sr. Marcelo de Souza Cavalcante; pela coor-
denadora de saúde, Irineide Assumpção Antunes;
pelo coordenador de educação, o Sr. Walter Nicanor
Fontoura Blos; pela coordenadora de documentação
e memória, a Sra. Kátia Maria Silva Nunes; pelo coor-
denador de meio ambiente Gean Carvalho Barbosa;
pela coordenadora de apoio à produção, Denice Lima
e pelo consultor agroflorestal Robert Pritchard Miler.
O documento faz um balanço geral dos 25
anos de atuação do Programa Waimiri-Atroari, como
o registro das atividades desenvolvidas ao longo des-
te período (1987-2012). No início das atividades, o
Programa contabilizou 374 índios da etnia Waimiri-
Atroari vivendo no território afetado pelo alagamento
formado por Balbina. Porém, a pesquisa realizada
pelo Antropólogo da UNICAMP Márcio Silva (1991),
que se debruçou sobre a taxa de crescimento do
povo Waimiri-Atroari entre os anos de 1983-1987,
apontou que segundo dados apresentados, a partir
de uma pesquisa de campo feita por Stephen Baines,
no ano de 1983, a população era de apenas 332 ín-
dios, já no ano de 1987, segundo dados de pesquisa




